A Norma Regulamentadora nº 1 (NR1) estabelece as disposições gerais sobre Segurança e Saúde no Trabalho, sendo a base para a gestão de riscos ocupacionais e para a conformidade legal das empresas no Brasil. Mais do que uma exigência normativa, a NR1 é um instrumento estratégico de proteção às pessoas, à organização e à sustentabilidade do negócio.
Com o prazo de adequação definido para 26 de maio de 2026, empresas que ainda não iniciaram esse processo precisam compreender que a não implementação da NR1 traz consequências que vão muito além de multas administrativas.
Neste artigo, explicamos quais são os principais riscos, por que a adequação deve ser planejada com antecedência e como a NR1 se conecta à gestão responsável, ao ESG e à cultura organizacional.
O que é a NR1 e por que ela é tão importante?
A NR1 define as disposições gerais das Normas Regulamentadoras, estabelecendo responsabilidades, diretrizes e princípios para a gestão da segurança e da saúde no trabalho. Ela orienta como as empresas devem identificar, avaliar e gerenciar riscos, incluindo os riscos psicossociais, cada vez mais presentes no contexto corporativo.
Na prática, a NR1 funciona como a estrutura que sustenta toda a política de prevenção, influenciando diretamente:
- A saúde física e mental dos trabalhadores
- A redução de acidentes e adoecimentos ocupacionais
- A conformidade legal da empresa
- A maturidade da governança corporativa
Empresas que negligenciam essa norma assumem riscos significativos — jurídicos, financeiros e humanos.
Quais são as consequências da não implementação da NR1 até 26/05/2026?
1. Multas e penalidades administrativas
O descumprimento da NR1 pode resultar em autuações e multas aplicadas pela fiscalização do Ministério do Trabalho. Os valores variam conforme a gravidade da infração, o porte da empresa e o histórico de conformidade, podendo gerar impacto direto no orçamento e no planejamento financeiro.
Além do custo financeiro, penalidades administrativas indicam fragilidade na gestão de riscos, o que pode gerar efeitos em cadeia em auditorias, certificações e processos de compliance.
2. Interdição total ou parcial das atividades
Quando a fiscalização identifica situações que colocam em risco a saúde ou a segurança dos trabalhadores, a empresa pode sofrer interdição parcial ou total de suas operações.
Esse tipo de medida gera:
- Paralisação de atividades
- Perda de produtividade
- Prejuízos financeiros imediatos
- Impactos na cadeia de fornecedores e clientes
Em muitos casos, os danos operacionais superam, em muito, o valor das multas aplicadas.
3. Aumento do risco jurídico e trabalhista
A ausência de adequação à NR1 facilita:
- Ações judiciais movidas por trabalhadores
- Atuação de sindicatos
- Processos conduzidos pelo Ministério Público do Trabalho
Esses processos podem resultar em indenizações, condenações e acordos judiciais, ampliando significativamente o passivo trabalhista da organização.
Empresas que não demonstram gestão ativa de riscos ficam mais vulneráveis juridicamente.
4. Danos à imagem e à reputação da empresa
A não conformidade com normas de segurança e saúde impacta diretamente a reputação institucional. Em um mercado cada vez mais atento às práticas ESG, empresas que negligenciam a proteção das pessoas:
- Perdem credibilidade
- Comprometem relações com clientes e parceiros
- Enfrentam dificuldades na atração de talentos
- Enfraquecem sua marca empregadora
A reputação, quando abalada, é difícil de reconstruir.
5. Agravamento de acidentes e doenças ocupacionais
Sem a implementação adequada da NR1, aumentam:
- Os acidentes de trabalho
- Os adoecimentos físicos e mentais
- Os afastamentos e licenças
- Os custos com tratamentos e substituições
Além do impacto humano, esses fatores afetam diretamente a produtividade, o clima organizacional e os resultados do negócio.
Adequar-se à NR1 é apenas cumprir a lei?
Não.
A adequação à NR1 deve ser compreendida como uma decisão estratégica de gestão, não apenas como uma obrigação legal.
Empresas que se planejam para cumprir a NR1 até 26/05/2026:
- Reduzem riscos legais e operacionais
- Fortalecem sua governança
- Demonstram cuidado com as pessoas
- Avançam em maturidade ESG
- Criam ambientes de trabalho mais seguros e sustentáveis
Em um cenário de transformação do mercado de trabalho, prevenir é sempre mais eficiente — e mais humano — do que remediar.
NR1, ESG e cultura organizacional: uma relação direta
A NR1 não atua isoladamente. Ela se conecta diretamente ao pilar Social do ESG, à governança corporativa e à forma como a empresa se posiciona frente à sociedade.
Organizações que integram a NR1 à sua estratégia:
- Tomam decisões mais responsáveis
- Criam culturas organizacionais mais saudáveis
- Fortalecem relações internas e externas
- Constroem sustentabilidade de longo prazo
Esse olhar integrado é o que diferencia empresas reativas de empresas estrategicamente preparadas.
Planejamento hoje reduz riscos amanhã
Com o prazo de 26/05/2026 definido, o momento de agir é agora. A adequação à NR1 exige diagnóstico, planejamento, implementação e acompanhamento, respeitando a realidade e o contexto de cada organização.
Na DGS Consultoria Empresarial, a NR1 é tratada de forma estratégica, integrada ao ESG e à gestão de pessoas, apoiando empresas na construção de soluções consistentes, responsáveis e alinhadas às exigências legais e sociais.
Empresas que cuidam das pessoas cuidam do futuro do negócio.